O resultado da mistura de talento, criatividade, provenientes da vontade de trazer uma ideia original e ao mesmo tempo ousada, vieram da mente de um comediante. Jordan Peele, que se mostrou uma grata surpresa tanto na direção como na escrita.

O filme começa apresentando seus personagens de forma rápida, porém, dando-os personalidade necessária para que a audiência esteja familiarizada e simpatize com os mesmos durante a jornada, ou os odeie. Esse suspense segue a mesma lógica de filmes do gênero na questão de movimentação da câmera, ou seja, ela não se posiciona de uma forma onisciente, assim, descobrimos, vemos o que o protagonista vê e descobre. Quando o roteiro mostra um controle de informação que talvez revele a verdadeira intenção das ações de personagens descritas, cabe ao diretor possuir a competência necessária para executá-la da mesma forma, e  Peele a tem, o resultado é sua cara de bobo quando um dos pontos de virada é revelado, pois a informação estava lá, de forma sutil, mas talvez você não tenha captado, ou captou? Entretanto, em meio aos plot twists o filme revela o porquê aquelas pessoas fazem o que fazem, mas não revela o real motivo de por que fazem com aquele tipo de pessoa, te deixando com uma pulga atrás da orelha. Num momento do terceiro ato, onde algumas cartas são postas na mesa, o protagonista vira uma máquina de combate aparentemente imbatível, parecendo ignorar que estava em uma situação de exaustão mental. Contudo, pontos são ligados e o filme tem um desfecho plausível, se mostrando mais um combatente contra essa onda de filmes ‘esquecíveis’.

Em meio a esses pequenos empecilhos da arte de se fazer cinema Jordan Peele se mostrou confiante nos agraciando com um filme que com certeza se tornará um clássico do suspense.

Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

Corra! (Get Out, 2017) estreia dia 18 de maio nos cinemas brasileiros.

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