Por Marcelo Moura

Marvel Knights na Netflix:

Com o acordo da Marvel junto a Netflix, produzindo os heróis mais conhecidos como Marvel Knights, no Brasil agora como Defensores, Marvel Knights é uma linha editorial da Marvel Comics que surgiu em 1998 e aborda temas mais maduros que os da linha editorial principal, sendo destinada principalmente a adolescentes mais velhos. No entanto, não lida com os temas mais adultos abordados pela linha MAX. A linha originou-se quando a Marvel forneceu quatro títulos conhecidos como Pantera Negra, Demolidor, Justiceiro e os Inumanos à empresa de Joe Quesada Event Comics. A Event contratou as equipes criativas para a linha Knight Marvel e a Marvel publicou as revistas. Entretanto, as revistas desta linha editorial voltaram a ser publicadas segundo o método tradicional, mantendo-se apenas para destacar os seus títulos e personagens mais sombrios.

Várias revistas da linha editorial principal, além do Demolidor e Justiceiro, passaram também a ser publicadas com temáticas mais adultas que as da linha principal na Marvel Knights, como Wolverine, Hulk e Capitão América. Estes dois últimos, em 2004, voltaram a ser publicados na linha editorial principal. Entretanto, outros personagens, além de manterem as suas revistas mensais na linha principal, também apresentam outra na linha Marvel Knights, como é o caso do Homem-Aranha e do Quarteto Fantástico.

Em 2015 a Netflix começou a liberar séries completas com heróis urbanos da Marvel, como Demolidor, Justuiceiro, Elektra, Punhos de Ferro, Jessica Jones e Luke Cage, além de vilões como Wilson Fisk, Homem Púrpura e Bazuca , em um universo que também possui referências com o cinematográfico. Atores consagrados como Carrie-Anne Moss (Matrix) e David Wenham (Senhor dos Anéis) também passaram a fazer parte do excelente projeto, que bate de frente com sua com corrente a The CW e DC Comics com seu universo The Flash, Supergirl, Arrow e DC Legends of Tomorrow.

Marvel Daredevil (Série 2015)

Marvel’s Daredevil ( Demolidor), ou simplesmente Daredevil, é uma web série americana de televisão desenvolvida para a Netflix por Drew Goddard, baseado no personagem da Marvel Comics com o mesmo nome. Ela está inserida no Universo Marvel Cinematográfico, compartilhando a continuidade com os filmes da franquia, principalmente Os Vingadores, e é a primeira de quatro séries sobre super-heróis que futuramente irão se unir em uma equipe, levando à minissérie Marvel’s The Defenders . É produzida pela Marvel Television em associação com a ABC Studios, DeKnight Prods. e Goddard Textiles, e já garantiu uma segunda temporada . Todos os episódios estão disponíveis no Netflix desde 10 de abril de 2015.

No Elenco Charlie Cox ( Matt Murdock / Demolidor), Deborah Ann Woll (Karen Page), Elden Henson  ( Foggy Nelson), Rosario Dawson (Claire Temple), Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk / Rei do Crime), Ayelet Zurer (Vanessa Marianna), Bob Gunton (Leland Owlsley), Toby Leonard Moore (James Wesley) e Vondie Curtis-Hall  ( Ben Urich).

Sinopse: Advogado durante o dia, à noite Matt Murdock usa seus sentidos aguçados que adquiriu após um acidente e ficar cego quando criança para combater o crime nas ruas de Hell’s Kitchen (Cozinha do Inferno), bairro onde cresceu em Nova York.

Crítica: Com 13 capítulos, o fantástico Marvels Daredevil ou simplesmente Demolidor surpreendeu todos os fanboys da Marvel e quem sabe da DC com uma série ousada, que misturava duas das melhores sagas do Demolidor, principalmente porque falamos do arco de ninguém menos que Frank Miller, gênio por detrás do sucesso do Homem Sem Medo (mais informações é só verificar HQs de Set do Demolidor no site Set de Cinema).  A série se baseia no Demolidor, Ano Zero, da criação do personagem, mas também indica o caminho de A Queda do Demolidor, onde é feita a melhor reformulação do personagem e de seu elenco de apoio. Tudo isso fica claro nas entrelinhas da série, como a própria Igreja e o Anjo em vermelho que aparecem na abertura da série ou mesmo a citação da mãe de Murdock no orfanato entre a freira e Stick, quando encontra o jovem Murdock. Também importante, a série faz um flashback, assim como Gotham, contando como o jovem Murdock aprende a lidar com seus dons especiais, sem entrar em detalhes já tão explorado nas HQs. Outro ponto importante é a definição de como se porta o Demolidor no dia a dia, como ele “enxerga o mundo”, ficou muito melhor do que o filme de mesmo nome com Ben Afleck de 2003, além de ser uma serie menos dramalhona do que o filme, o trabalho aqui ficou melhor que o feito pelo diretor Mark Steven Johnson. Mas o que mais gostei é que a série não caiu no isolamento do universo Marvel, citando em aberto, pelo menos por duas vezes que me lembre, o conflito entre os Vingadores em NY e como isso influenciou as empresas de reconstrução e do ramo imobiliário, simplesmente sensacional. Outro fato importante está na construção do elenco e personagens, aqui vão alguns SPOILERS, um Demolidor confiante que apanha bem mais que bate, máfia, Yakusa,  drogas, polícia e jornalistas corruptos, nada faltou na série, até mesmo a construção do uniforme. A  excelente interpretação de Vincent D’Onofrio como Fisk / Rei do Crime, longe da contraparte do saudoso Michael Duncan, partindo de um ponto zero para se tornar o vilão que conhecemos, a dúvida entre ser um político ou um criminoso é muito mais real humano e parte de escolhas que ele deve fazer e suas consequências do que o mesmo personagem do filme, Deborah Ann Woll como Karen Page não impressiona, mas sua personagem é a ferramenta principal para o Start do Arco A Queda de Murdock.  Elden Henson faz um ótimo amigo e contraponto de  Murdock como Foggy Nelson, a opção de ele conhecer sua identidade secreta durante a série me impressionou, afinal, por anos isso não ocorreu nas hq´s. No filme Demolidor, coube ao ator e diretor Jon Favreau (Homem de Ferro) o papel mais cômico que aqui na série.  Ayelet Zurer (Vanessa Marianna) faz uma personagem forte e ativo, diferente de sua contraparte nos quadrinhos, o ótimo ator Toby Leonard Moore (James Wesley), Vondie Curtis-Hall  (Ben Urich) que estava ótimo na série, uma escolha estranha para o final de seu personagem na temporada, que é um dos poucos “humanos não heróis”que transita entre os universos do Demolidor, Homem Aranha e Capitão América, aqui tem um final trágico, mas minha surpresa ficou no papel principal, Charlie Cox do filme Stardust está ótimo e convincente como o cego  Murdock.  A série é imperdível e vale cada segundo. Uma boa escolha ser somente de 13 capítulos, não há tornando repetitiva nem cansativa. Podemos compará-la com o bom início de Arrow na primeira temporada em questão de aventura e criação dos universo, está no nível de entretenimento que The Flash e tem as mesmas sequências de Gotham, mas deixa Constantine muito para trás pois é séria e com roteiro coeso. Bem vindo o novo universo Marvel, finalmente acertando depois do fraco SHIELD que deixa muito a desejar no universo Vingadores.  Senti apenas a falta do DD no uniforme, ou talvez o uniforme vermelho e amarelo que foi sua primeira roupagem no início de sua carreira nas HQs, mas posso me acostumar com este também.

Marvel Jessica Jones (2015)

Marvel’s Jessica Jones, ou simplesmente Jessica Jones, é uma série de televisão americana criada por Melissa Rosenberg para a Netflix, baseada na personagem de mesmo nome da Marvel Comics. Situada no Universo Cinematográfico Marvel, compartilhando a continuidade com os filmes da franquia, e é a segunda de quatro séries sobre super-heróis que futuramente irão se unir em uma equipe, levando à minissérie de crossover Os Defensores. A série é produzida pela Marvel Television em associação com a ABC Studios e Tall Girls Productions, com Rosenberg servindo como showrunner. Krysten Ritter (Veronica Mars) estrela como Jones, uma ex super-heroína que abre a sua própria agência decadente de detetives depois de um fim a sua carreira de super-herói. O escocês David Tennant  (Harry Potter), Mike Colter (MIB 3), Rachael Taylor (Transformers), Carrie-Anne Moss (Matrix), Eka Darville (Mister Pib) , Erin Moriarty (After the Dark) e o novato Wil Traval também estrelam. Uma versão da série foi originalmente desenvolvida pela Rosenberg para a ABC em 2010, que acabou sendo repassada. No final de 2013, Rosenberg retrabalha a série, quando entrou em desenvolvimento para a Netflix. Ritter foi escalada como Jones em dezembro de 2014, com a produção da série começando em Nova York, em fevereiro de 2015. A Netflix Anunciou em 17 de Janeiro de 2016 no Evento da Assosiação de Críticos de Televisão dos Estados Unidos que a série foi Renovada para sua Segunda Temporada, sem previsão de Estreia.

Sinopse: Após um fim trágico de sua breve carreira de super-herói, Jessica Jones (Krysten Ritter) tenta reconstruir sua vida como uma detetive particular, lidando com casos envolvendo pessoas com habilidades notáveis em Nova York.

Crítica: Após um piloto confuso e extremamente cansativo, Jessica Jones se sai bem do terceiro capítulo para frente, onde finalmente a começa a por a história nos eixos. Há muita informação e pouca base para se apegar no início, principalmente para mim, fã de HQs, mas desconhecedor da Jessica Jones e seus poderes,  transformando o início em algo caótico e sem quase nenhum entendimento do que se propõe. As memórias confusas de Jones chegam a ser irritantes, pois não fica claro se é um dom, uma maldição ou mesmo um distúrbio e sua confusão passa a ser nossa também. Mas após isso tudo se torna intrigante, pois as descobertas reveladas com o andar da carruagem, assim como quem são os vilões (sim, tem mais de um), as fusões entre o Universo do Demolidor, Vingadores e novos personagens e locais da Marvel fazem com que vibremos a cada momento, se você é fã da Marvel como eu, muito diferente de Agentes da Shield, onde em sua primeira temporada o Universo do Cinema e HQs é quase desconsiderado.  Outro ponto que me agradou muito foi o estilo das filmagens e da abertura da série, dando tons de Noir, destacando o vermelho em um universo de cores cinzas. Gostei muito das atuações de todo o elenco, Ritter (Jessica Jones) beira a anti herói com o alcoolismo, mau humor, desprezo por segurança e cenas forte de sexo, lembrando vagamente a personagem Lisbeth Salander da série Millennium,  Colter (Luke Cage) também se destaca pelo tamanho, beleza e delicadeza atuando para um homem imensamente forte e grande, o vilão Tennant (Homem Púrpura) leva um vilãozinho B de HQ´s a um destaque que impressiona em charme e poder, a atriz Carrie-Anne Moss (advogada Jeri Hogarth) , nossa inesquecível Trinity em Matrix, que a série tem seu destaque em atuação com o melhor e pior do ser humano, capitalista e corruptível, que só pensa em lucro, principalmente da metade para o final quando seu personagem cresce na história. A série lembra um pouco na sua adaptação a série Heroes (2006), na sua primeira temporada, onde as pessoas não sabiam muito das pessoas com dons e tudo era novo. Gostei muito do conceito de Herói Urbano que se iniciou na série do Demolidor e agora segue aqui em Jones.

Curiosidades: Will Travor faz um personagem sombrio da Marvel, um sub Capitão América, criado pelo governo através das drogas para continuar o legado de Steve Rogers, que na época achava-se morto (congelado). Bazuca , fez parte da saga A Queda do Demolidor, onde a Cozinha do Inferno, lar dos heróis Luke Cage e Demolidor, quase é destruída em um incêndio comandado pelo Fisk, Rei do Crime. Somente com o trabalho conjunto do Capitão América, Demolidor e Vingadores, o bairro é salvo e o Bazuca é detido. Várias referências das séries Demolidor e Jessica Jones, não?

Em dezembro de 2014, a Marvel anunciou que Jessica Jones seria lançado em 2015 sobre o serviço de streaming da Netflix. No entanto, em janeiro de 2015, Netflix COO Ted Sarandos disse que era “muito difícil dizer agora” se a série iria lançar em 2015, com o plano de Netflix para liberar uma série Marvel aproximadamente um ano de diferença um do outro depois de Demolidor que teve seu lançamento em Abril de 2015. Os 13 episódios serão lançados simultaneamente, ao contrário de um formato serializado, para incentivar binge-watching, um formato que tem sido bem sucedida para outras séries Netflix. Em junho de 2015, a Marvel divulgou que o título da série perderia a sigla “A.K.A.”, ficando somente como Marvel’s Jessica Jones. A Disney Consumer Products criou uma pequena linha de produtos que atendem a um público mais adulto, dando um tom mais ousado do show. Paul Gitter, vice-presidente sênior de Licenciamento Marvel para a Disney Consumer Products, disse: “Nós estaremos concentrando-nos menos nos produtos que são direcionados ao consumidor muito jovem”, e mais em adolescentes e adultos, com produtos em lojas ou estabelecimentos como Hot Topic. Além disso, a série será apoiada por um programa de mercadoria Marvel Knights que abrirá novas oportunidades para as linhas de produtos, bem como novo coletor de oportunidades focadas. Apesar de não ser uma propriedade de longa-metragem, parceiros de licenciamento queriam emparelhar-se com Marvel dado os seus sucessos anteriores; “Quando vamos para parceiros, eles praticamente confiam na história como sendo um reflexo do futuro”, disse Gitter.

Luke Cage da Marvel (2016):

Criação Cheo Hodari Coker, distribuição Netflix, elenco Mike Colter, Mahershala Ali, Frankie Faison, Simone Missick, Theo Rossi e Frank Whaley. Produção Marvel Television e ABC Studios, exibição Netflix.  Programas relacionados na Séries do UCM: Demolidor, Jessica Jones e Punho de Ferro. Mike Colter interpretará Luke Cage, um homem com super-força e pele impenetrável que agora luta contra o crime. O desenvolvimento da série começou em 2013 e em 2014, Colter foi escolhido como Cage, pra aparecer como personagem recorrente em Marvel’s Jessica Jones. Em março de 2015. Coker foi contratado como showrunner. As filmagens começaram em Nova York em setembro de 2015, com no total de 13 capítulos na primeira temporada. Todos os episódios estarão disponíveis em 30 de Setembro de 2016.

Sinopse: Quando um experimento sabotado o dá super-força e pele impenetrável, Luke Cage se torna um fugitivo tentando reconstruir sua vida no Harlem, em Nova York, e deve em breve enfrentar seu passado e lutar uma batalha pelo coração de sua cidade.

Crítica: No mesmo estilo da série Jessica Jones, Luke Cage é um heróis que protege o subúrbio Nova Iorquino, assim como Demolidor e Justiceiro, onde os grandes heróis citados na série como Capitão América e Thor, não alcançam.  A série se situa na cronologia logo após Jessica Jones, onde Luke se esconde para encobrir os erros do passado, apesar disso não fica claro e tem uma pegada mais cercada nos problemas políticos, brigas de gangues e uma polícia corrupta. A série trabalha os problemas sociais dos menos favorecidos, mesmo que de pano de fundo, muito utilizado por séries com o mesmo contexto como Todo Mundo Odeio o Cris e filmes de Spike Lee, onde até Richard Prior entre outros atores são citados, Tarantino também não fica de fora. Com tanta informação, inclusive da origem do personagem e uma ótima piada com suas roupas originais da geração Black Power, a série é lenta em seu início, normal para quem está construindo um mito e seu primeiro arco já se encerra na metade da séria, uma decisão acertada para evitar, mesmo em uma série pequena de treze capítulos aquela chatice de capítulos sem nenhuma expressão. A participação da atriz brasileira Sofia Braga no elenco, não empolga, mas é legal vê-la atuando de novo. Outro ponto que gostei foi a aparição da personagem clássica Misty Knight (Simone Cook), um dos primeiros amores de Cage nas HQs.

Demolidor (Segunda Temporada):

Elenco Charlie Cox (Matt Murdock), Deborah Ann Woll (Karen Page), Elden Henson (Foggy Nelson), Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk), Jon Bernthal (Frank Castle), Élodie Yung (Elektra) e  Scott Glenn (Stick).

Sinopse: Advogado durante o dia, à noite Matthew Murdock usa seus sentidos aguçados, adquiridos em um acidente na infância que lhe deixou cego, para combater o crime nas ruas de Hell’s Kitchen, bairro onde cresceu em Nova York.

Crítica: De longe a melhor série baseada em HQS da Marvel que já vi. Marvel Daredevil é perfeita em todos os sentidos, com apenas treze capítulos em sua segunda temporada, deixa aquela sensação que poderia ser um pouco maior. A série abusa de referências ao universo do Knights da Marvel e une filmes e séries com uma facilidade que impressiona e vem pergunta, por que outras séries nunca fizeram assim? Se na primeira temporada do Demolidor, quem rouba a cena é o ator Vincent D’Onofrio em sua mega interpretação de Wilson Fisk, o rei do crime, aqui na segunda temporada é Jon Bernthal, ator conhecido pela série The Walking Dead, que faz um incrível Frank Castle, violento, enigmático e torturado psicologicamente. Justiceiro, inclusive, quase rouba toda a cena e faz merecer uma temporada só sua. A segunda temporada de Demolidor mostra um submundo de NY de maneira cruel e violenta, nada escapa desde a máfia, gangs até a corrupção policial e política, tudo isso misturado ao universo dos justiceiros. Tão diferente do tom de humor dos filmes, aqui a série é adulta e sangue não falta. Cox faz um bom Murdock e convence como Demolidor, gostei muito a maneira que desenvolveram seus “poderes”, um equilíbrio entre as HQs e o filme de 2003. O que mais gostei realmente é a química entre o “elenco de apoio” e o roteiro.  As participações de Élodie Yung como Elektra e Scott Glenn como Stick dão a nítida referência que estão pensando no futuro da série e não apenas no encontro dos Defensores, possivelmente levando o Demolidor individualmente para seu arco mais famoso, A Queda de Murdock de Frank Miller. Faz até sonhar com a participação na próxima temporada do vilão Mercenário como assassino de Fisk, seria incrível.  O final é apoteótico, com vários Easter Eggs de Elektra, Castle e do Demolidor. Imperdível.

Iron Fist (Netflix 2017):

Baseado em Punho de Ferro de Roy Thomas e Gil Kane, desenvolvedor Scott Buck, produtor executivo Alan Fine, Stan Lee, Jeph Loeb, Joe Quesada e Scott Buck, distribuída por Netflix, elenco Finn Jones, Jessica Henwick, David Wenham, Jessica Stroup, Tom Pelphrey e Rosario Dawson, Empresa de produção Marvel Television e ABC Studios, com treze capítulos na primeira temporada e relacionado as séries Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Os Defensores.Marvel’s Iron Fist, ou simplesmente Iron Fist, é uma websérie americana criada para Netflix por Scott Buck, baseada no personagem homônimo da Marvel Comics. Ela está situada no Universo Cinematográfico Marvel, compartilhando a continuidade com os filmes da franquia e é a quarta de quatro séries que levará a uma minissérie crossover, The Defenders. A série é produzida pela Marvel Television em parceria com a ABC Studios, com Buck servindo como showrunner.

Finn Jones estrela como Danny Rand / Punho de Ferro, um especialista em artes marciais com a capacidade de recorrer ao poder do Punho de Ferro. Jessica Henwick, Tom Pelphrey, Jessica Stroup, e David Wenham também estrelam. Depois de um filme baseado no personagem ter gastado mais de uma década em desenvolvimento na Marvel Studios, o desenvolvimento para a série começou no final de 2013 na Marvel Television, com Buck contratado como showrunner da série em dezembro de 2015 e Jones escalado como Rand em fevereiro de 2016. As filmagens começaram em Nova York em abril de 2016 e terminaram em outubro de 2016. A série recebeu críticas principalmente negativas de críticos, com muitos criticando o ritmo e a narrativa, as sequências de luta, e interpretação de Jones como Rand. Alguns aspectos elogiados da série foram as aparições de personagens estabelecidos, Claire Temple e Jeri Hogarth, além do desempenho de Henwick como Colleen Wing.

Sinopse: Danny Rand retorna para Nova York, após ter desaparecido por 15 anos, para combater a corrupção com uma proficiência em Kung Fu e a habilidade de invocar o poder do Punho de Ferro.

Crítica: Exageros a parte de fãs quanto a sexualidade e etnia de Finn Jones, ou sua saída das redes sociais devido a acusações e etc, Iron Fist segue, em seus capítulos iniciais exatamente o que era esperado, uma série interessante, boa de ser ver, mas com o ritmo costumeiro lento das séries da Netflix, o que quer dizer lento mesmo. Foi assim em Jéssica Jones e Demolidor em sua primeira temporada, o que foi só corrigido no Demolidor na segunda temporada, mas aí também tinha para dividir O Justiceiro e a Elektra, que dividido por três, deram um ritmo melhor a série.  Eu realmente gostei do trabalho  de Finn Jones (Danny Rand / Punho de Ferro) que faz um trabalho de artes marciais com a delicadesa de uma dança, bem diferente de Jessica Henwick (Colleen Wing), que faz um trabalho de luta mais ligado a força, quase como se fosse uma comparação de estilos Orientais e Ocidentais das Artes marcias, ou talvez esta seja realmente a intenção dos roteiristas para escrever esta temporada.  Após ler algumas críticas de sites americanos, eu realmente esperava algo bem pior e para meu alívio, não foi.

Do elenco de apoio a inclusão de medalhões da uma cara nova e forte as séries da Netflix, principalmente com atores como David Wenham (Harold Meachum) de filmes como 300, Van Helsing, Senhor dos Anéis e Lion, e da atriz Carrie Anne Moss (Harper) da franquia Matrix, que já tinha aparecido no mesmo personagem na série Jéssica Jones em sua primeira temporada , assim como  Rosario Dawson (Claire Temple) reprisando seu papel de séries anteriores da Marvel/Netflix e Wai Ching Ho (Gao) que reprisa seu papel de Demolidor.

Curiosidades: Um filme do Iron Fist estava em desenvolvimento na Marvel Studios desde 2000, originalmente para ser co-financiado pela Artisan Entertainment. Ray Park foi contratado para estrelar, mas o projeto passou por vários diretores e, finalmente, não foi produzido. O desenvolvimento continuou depois que a Marvel Studios começou a autofinanciar seus filmes no meio da década, com Marvel empregando um grupo de roteiristas para desenvolver algumas de suas propriedades “menos conhecidas”, incluindo o Punho de Ferro. Em 2010, Rich Wilkes foi contratado para escrever um novo rascunho para o filme e em maio de 2013, Iron Fist foi dito ser um dos “projetos no horizonte” para a Marvel.

Em outubro de 2013, Deadline informou que a Marvel estava preparando quatro séries dramáticas e uma minissérie, num total de 60 episódios, para oferecer a serviços sob demanda e canais por assinatura, com Netflix, Amazon e WGN America expressando interesse. Algumas semanas depois, Marvel e Disney anunciou que iria fornecer Netflix com séries em live-action centrada em torno de Punho de Ferro, Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, que levam a uma mini-série baseada nos Defensores. Este formato foi escolhido devido ao sucesso de Os Vingadores, para o qual os personagens Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América foram todos introduzidos separadamente antes de serem unidos no filme.  Em janeiro de 2015, o título oficial foi revelado a ser Marvel’s Iron Fist.

 

 

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