1º Arco – Rage Planet

Na primeira leva da era Rebirth, a DC decidiu apostar em um título com dois novatos da tropa dos Lanternas Verdes no setor 2814 a.k.a Terra.

A dupla de novatos são Simon Baz (apresentado no começo dos Novos 52) e Jessica Cruz (apresentada também no Novos 52, mas controlada pelo Anel Energético) primeiramente recebendo de Hal Jordan o dever de proteger a terra enquanto ele e a Tropa estão indo libertar o universo da ameaça das Tropa Sinestro (a história principal do título “Hal Jordan and the Green Lanterns Corps). O primeiro arco chamado de Rage Planet (“Planeta da Ira” em tradução livre), onde Atrocitus quer usar o nosso planeta para que a profecia do Red Dawn (“Amanhecer Vermelho” também em tradução livre) e que os Lanternas Vermelhos, agora de volta ao status de vilões, possam dominar.

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Um ponto extremamente forte é como o escritor Sam Humphries (Uncanny X-Force) trata de problemas como preconceito e problemas psicológicos: ele mostra como realmente é e como isso afeta quem sofre. Simon Baz desde os atentados de 11 de Setembro sofreu preconceito (sua família é muçulmana e de origem libanesa) e isso o fez penar em momentos que a sua vida estava risco (ele chegou até ser marcado como terrorista pelo governo pelo simples fato de ser muçulmano). Jessica Cruz por ter visto o assassinato de seus amigos desenvolveu ansiedade e não conseguiu sair de casa por 4 anos, e em momentos cruciais de batalha contra Atrocitus ela paralisa por medo e não consegue usar o poder do anel para construir (O momento em que ela consegue superar o próprio medo/ansiedade, é algo absurdamente inspirador para quem passa por momentos parecidos. E é algo que é constantemente trabalhado nas edições).

 

A escrita de Humphries é leve e faz a leitura fluir, e também há uma pitada de humor tanto nos diálogos quanto nos “pensamentos” dos personagens o que faz que tenha uma identificação mais fácil com eles. A arte das edições são feitas em sua maioria por Robson Rocha (há outros artistas também nas edições do arco) e todas conversam com o tom e o texto da história. No meio do primeiro arco já tem a introdução da história do próximo arco, que é mais envolvido com a mitologia da Tropa dos Lanternas Verdes que esse primeiro. Talvez o único ponto fraco seria a presença de mais momentos emocionais do que propriamente de ação, mas nada que interfira na leitura (Já que ao meu entender, é um mecanismo do roteirista para que os leitores se acostumem e criem relação com os personagens).

Nota: 4,0/5,0

Por Helo Silva

 

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