Jogador Nº1

Autor: Ernest Cline
Ano: 2012
Páginas: 464
Editora: Leya

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

***

 

   Referências, referências por toda a parte. “Jogador nº 1” as vezes parece um compêndio de tudo o que aconteceu nos anos 80 em matéria de games, músicas e filmes. Tanto que, pra quem não conhece boa parte do que é citado ali, isso pode ficar um pouco maçante.
   O livro conta a história de uma “caça ao tesouro” que acontece após a morte de um bilionário excêntrico chamado Holiday. Segundo seu testamento, quem reunisse todos os elementos que ele deixou espalhado no jogo, seria o herdeiro de toda a sua fortuna. O jogo em questão é o Oasis, uma simulação virtual gratuita, utilizada por pessoas do mundo todo.
   Fiquei com bastante vontade de ler o livro depois que vi o trailer do filme que saiu na Comic Con. Infelizmente, a leitura começou um pouco lenta pra mim, por causa daquele excesso de referências que comentei no começo. No entanto, conforme as coisas foram acontecendo na caçada ao “Ovo”, a história foi ficando mais dinâmica e interessante.
   Alguns momentos do livro parecem que foram feitos para ir para as telonas, como a batalha de robôs que acontece no final. Porém, de um modo geral, essa é uma história que é bem limitada ao ambiente da simulação Oasis, o que pode dificultar um pouco o trabalho de adaptação para filme.
  De um modo geral é uma leitura bem agradável e que vai ser mais legal ainda se você conseguir entender todas aquelas referências da década de 80. Os personagens são bem nerds, então rolou uma identificação, embora algumas vezes tenha sentido falta de maior exploração do que acontece no interior de outros além do protagonista. Mas, como o livro é narrado em primeira pessoa, vemos tudo sob o ponto de vista de Wade.
  Recomendo para o que querem uma leitura divertida e interessante. A trama não é particularmente diferente do que já temos visto (jornada ao herói, caça ao prêmio, união dos adversários contra um adversário maior) mas, mesmo assim, gostei do que li.
      Nota 8 – um bom livro. Mal vejo a hora de assistir ao filme.

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