Por Bruna Freire

A season finale de The Walking Dead terminou com um grande arco que deixou a todos agoniados pelos últimos 7 meses. Qual série, nos dias de hoje, consegue tamanha façanha? Porém, quando a espera acabou, o alivio veio em um tom amargo. Não decepcionante, porém amargo. Um tom conhecido pelos fãs da série: Quando sabemos que nunca, ninguém, está a salvo. Seguindo a mesma formula da première da sexta temporada, porém em um tom extremamente mais sombrio, cheio de monólogos bem escritos do vilão mais maniaco que já vimos na série até hoje – me desculpe, Governador. Você também é o máximo, mas Negan te põe no chinelo.

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Negan, em seus sete minutos na season finale anterior, já mostrou para o que veio: Ele literalmente não é um vilão qualquer. Ele acredita em si mesmo, e seu poder de persuasão violento e maníaco vai além do que carregar tacos de baseball com arames farpados. Ele não é um homem em meio a zumbis, ele é deus. E quer que todos acreditem nele a qualquer custo. Tornar uma personagem como Rick, um líder nato que em seis temporadas teve seus altos e baixos, crises pessoais em meio ao caos apocalíptico, se desmoronar – bem, não é para qualquer um.

Assim como o primeiro episódio da temporada passada, essa première foi feita para dar o tom a toda a temporada que vem a seguir. Não é sobre salvar Alexandria, é sobre salvar suas honras. Mesmo na décima temporada nós ainda estaremos lidando com as consequências que Negan trouxe a quem restou do grupo. Com flashbacks e pequenas alucinações, o episódio é uma jornada emocional mais do que eletrizante. Não é uma despedida porque ainda não houve a aceitação. É uma série de batidas com tacos de baseball no telespectador, que com o coração na mão, só pode esperar mais uma semana para saber o que pode estar por vir. E pelo primeiro episódio, algo completamente explodidor de cérebros deve estar por vir. E de corações também.

2016-10-24 (2)

Escrito por : Bruna Freire

 

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