Spectral é o mais novo filme de ficção cientifica original da Netflix e que marca a estreia do diretor Nic Mathieutrazendo um roteiro com mais certos do que erros em questão de cliches, a historia do filme se passa em um futuro não muito distante um cientista chamado Clyne (James Badge Dale) é mandado pelo exercito para investigar um fenômeno estranho que esta acontecendo na zona de guerra.

Apesar do filme ser futurista, a escolha do designer tanto das roupas quanto dos veículos são pé no chão até certa parte do filme, onde os acessórios tecnológicos que dão o ar futurista ao filme,mas sem exagerar demais, os espectros são bem simples e os efeitos usados nos mesmos também são simples,mas ainda assim fica aquela coisa de algo novo e “diferente”.

Algumas comparações com outros filmes e até jogos,tais como Final Fantasy: The Spirit Within com a parte dos “fantasmas”, aquela primeira cena do resgate lembra Aliens: O Resgate e claro algumas pitadas de Predador, na questão dos jogos é valido observar o diretor pegando inspiração em cinemáticas de por exemplo Call of Duty com seus espetáculos, no caso do terceiro ato.

O diretor consegue fazer cenas intensas com vários tipos de pontos de vista, mesmo quando não tem muito acontecendo na tela, mas ele brilha mesmo quando a ação toma conta,apesar do orçamento não ser hollywoodiano ele aproveita cada centavo que pode para proporcionar uma experiencia intensa nas cenas de ação que não são muitas,servem mais como momentos de transição entre as partes da historia.

Na questão dos personagens o filme tem seus altos e baixos com vários soldados descartáveis e aqueles que o roteiro tenta dar uma luz realmente faz muita diferença,tirando o Sgt. Toll (Clayne Crawford) quem não lembra talvez o tenha visto na nova série maquina mortífera, vale mais pela interpretação simples que ele da quando a situação em que o personagem esta se resolve,enquanto os outros soldados não tem expressão, ele parece não acreditar no que acabou de acontecer.O resto é OK. e as crianças não foram uma porcaria.

O problema verdadeiro do filme se encontra no terceiro ato, quando Clyne começa a construir as armas ao maior estilo MacGyver, o problema não esta em ele construir, o roteiro estabelece muito bem que ele é super inteligente e é capaz de se adaptar as situações,mas as armas parecem produzidas em massa, com um designe muito bonito.Agora talvez isso não incomode você e caso não incomode o filme o resto é um espetáculo de explosões ao maior estilo ultimo nível de um jogo de primeira pessoa.

Vale muito a pena assistir.

Fique com o Trailer:

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