Desde o fim do DC You e do começo do Rebirth a DC Comics está passando por uma onda em que seus filmes e séries estão começando aos poucos influenciar os seus quadrinhos (por exemplo, a troca das “cores” da Harley Quinn e a mudança na formação do Esquadrão Suicida com a estréia do filme).

E isso também aconteceu com Supergirl. Quem acompanhou ela no Novos 52 viu uma Kara com uma personalidade forte (sentindo raiva, inclusive virando Lanterna Vermelho). Agora na sua nova série no Rebirth estamos começando a acompanhar ela com jeito e personalidade bem mais próximas à Kara que Melissa Benoist interpreta na série da CW (uma Kara mais doce e talvez até inocente). Mas há diferenças com a série como: a idade da Kara e os Danvers serem agentes do DEO, mas como também há muitas semelhanças como: O próprio uniforme da heroína, o fato de se passar em National City e Cat Grant e a CatCo Worldwide Media aparecerem

Apesar da aproximação com a série, a revista ainda carrega alguma familiaridade com a série dos Novos 52. Isso se dá pelo fato do vilão desse primeiro arco ser (de novo) o pai de Kara, o Superman Ciborgue e o plano que executa ao longo das edições e pela própria Kara alguma vezes mostrar uma  personalidade forte de novo.

A escrita de Steve Orlando (Midnighter; Midnighter & Apollo) ajuda a dar o tom da personalidade da Kara, pois é algo suave e que consegue mostrar todas as inseguranças dela tentando viver como humana e também mostra como funciona a relação da heroína com sua família adotiva/biológica, colegas e com suas chefes (tanto Cat Grant quanto a diretora do DEO, Cameron Chase). É uma revista divertida de se ler, que agrada quem já é leitor de quadrinhos e/ou fã da personagem ou quem, por causa da série de tv, está tendo um primeiro contato com as histórias em quadrinhos.

Nota: 3,5/5,0

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