Teen Titans: The Judas Contract (DC Universe Animated)

Por Marcelo Moura

Jovens Titãs: O Contrato de Judas conta a história de Tara Markov, a Terra que contém os poderes de controlar a terra e o solo e se uniu aos Jovens Titãs durante os eventos de Liga da Justiça vs. Jovens Titãs, se tornando uma possível ameaça e deixando a questão: Será a nova heroína aliada ou inimiga? E quais são os planos do Exterminador para a jovem equipe de heróis?

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017):

Direção  Sam Liu, produção James Tucker, roteiro Ernie Altbacker e JM DeMatteis, história Ernie Altbacker, elenco Stuart Allan, Miguel Ferrer, Christina Ricci, Sean Maher, Kari Wahlgren, Taissa Farmiga, Brandon Soo Hoo e Jake T. Austin, companhia produtora DC Comics e Warner Bros. Animation, distribuição Warner Home Video.

Com roteiro de Ernie Altbacker baseado no contrato de Judas por Marv Wolfman e George Pérez, Teen Titans: The Judas Contract é uma animação norte-americana lançada diretamente em vídeo. O filme é a sequência direta de Liga da Justiça vs. Jovens Titãs sendo parte do DC Universe Animated Original Movies. Baseado na equipe homônima da DC Comics, com o elenco de voz que tem a volta de Stuart Allan, Sean Maher, Kari Wahlgren, Taissa Farmiga, Brandon Soo Hoo e Jake T. Austin como Robin, Asa Noturna, Estelar, Ravena, Mutano e Besouro Azul, com a estreia de Miguel Ferrer e Christina Ricci como Exterminador e Terra.

Este foi o último trabalho de Ferrer antes de morrer de câncer de garganta aos 61 anos. O filme foi lançado em Download digital no dia 4 de abril de 2017 e em home media 18 de abril pela Warner Home Video.

Sinopse: Jovens Titãs: O Contrato de Judas conta a história de Tara Markov, a Terra que contém os poderes de controlar a terra e o solo e se uniu aos Jovens Titãs durante os eventos de Liga da Justiça vs. Jovens Titãs, se tornando uma possível ameaça e deixando a questão: Será a nova heroína aliada ou inimiga? E quais são os planos do Exterminador para a jovem equipe de heróis?

Crítica: O Contrato de Judas é uma das melhores animações da DC após Dark Justice, War e Liga da Justiça vs Titãs e um dos maiores trabalhos de Sam Liu,mesmo diretor da animação Liga da justiça e Novos Titãs.  Liu faz uma imensa homenagem aos Titãs de todos os tempos nas HQs, criando um reboot inteligente na animação, no padrão ainda dos Novos 52 e não Rebirth, mas ainda assim, um belíssimo trabalho. O roteiro de O Contrato de Judas é lindo, tem algumas partes que virei o nariz, confesso, mas ainda assim é perfeito porque une os universos DC e coloca os Titãs como uma força nas animações.

Tudo bem que existe um exagero no foco do novo Robin, Damien Wayne, principalmente como falarei adiante, no contexto da mudança da origem do Slade para caber no universo de Damien.

Já explicando o que não gostei, que é muito pouco mesmo, no novo reboot do personagem Slade Wilson, o Exterminador ficou fraco em tudo. Wade é um assassino frio, calculista e violento, e não um simples mercenário que esconde na história um plano para a jovem equipe. O reboot mantém a classe como o ódio que Slade tem pela equipe, principalmente pela relação com Tara Markov ou Terra, a nova integrante da equipe que possui o poder de controlar a terra e o solo. Mas Slade não ficou cego nas mãos do Damian Wayne, o quarto Robin, filho do Batman e treinado por Ra’s Al Ghul que é avô do mesmo. Wade também nunca foi soldado de Ra´s e usou sua fonte de Lazarus para aumentar suas habilidades. Slade odiava Dick Grayson pelas derrotas sofridas, perdeu a visão de um olho por um tiro dado por sua esposa e suas habilidades vem de treinamento e uma fórmula do exercito americano. O reboot diminui demais o personagem, e eu já tinha reclamado disso em outra animação em que ele aparece.

Mudando de assunto, gostei muito da primeira formação dos Titãs, que fazem um ponta logo no início. Com um jovem Garfield Logan (Mutano), um adolescente que possui o poder de se transformar em animais de acordo com o que desejar e que fundou os Titãs com o Dick Grayson, (primeiro Robin), Wally West (Kid Flash), também conhecido como Wally West, Roy Harper ou Arsenal, o parceiro rebelde de Arqueiro Verde, que possui um traje vermelho e as habilidades ensinadas pelo seu mentor. Na história aparece mais jovem em um flashback como Ricardito e a Karen Duncan ou Abelha, uma adolescente que possui um traje tático que aumenta e diminui de tamanho dando a ela superpoderes, uma nova personagem da DC adaptada para a equipe original, diferente das HQs, e que me lembra muito a Vespa dos Vingadores.

A história explica também a entrada de Koriand’r ou Estelar para a primeira fase da equipe e seu relacionamento com Grayson. Kory é uma ex-princesa alienígena e liderava os titãs na ausência do Dick. Com a saída de Dick Grayson e o abandono do manto de Robin para Asa Noturna, Kory assumiu a liderança e as brigas entre os namorados e líderes são um toque interessante de humor. O Robin original (Grayson) aparece usando o uniforme preto e vermelho igual dos Novos 52 e não o tradicional mais conhecido como aquela sunga.

A equipe ainda tem Jaime Reyes ou Besouro Azul, um adolescente que integra os Titãs ao possuir um escaravelho alienígena que o dá poderes, se aprofundando no personagem e sua família. Rachel Roth ou Ravena, uma garota meio-demônio, Filha do Demônio Trigon e da humana Arella.

O roteiro inclui também um vilão já meio que esquecido da DC Comics, Sebastian Blood ou Irmão Sangue. É Sangue que aliado ao Exterminador, vai atrás da energia vital de todos os Titãs e faz com que uma pessoa traia a equipe. A história, como de costume nas animações da DC, da uma ponta sobre a próxima atração. Um easter egg aparece na cena final com Donna Troy, ou mais conhecida como A Moça Maravilha.

O escritor, roteirista e diretor Kevin Smith, mais conhecido por seus trabalhos com o Demolidor nas HQs e filmes como Dogma para o cinema, faz uma ponta na animação como ele mesmo, atuando como entrevistador de rádio em um programa, quando entrevista o Mutano.

 

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