O texto contém spoiler sobre os eventos da sétima temporada e outros (bem pouco) do primeiro episódio da oitava temporada

        A oitava e ultima temporada de Game Of Thrones começou no dia 14/04 trazendo de volta todos os nossos amados personagens para o encerramento de suas histórias. Nesse primeiro episódio, acompanhamos a chegada de Daenerys e John a Winterfell, um momento um tanto longo de mais mas que serviu para mostrar a desconfiança que os nortenhos tem dos estrangeiros. Seria um par de dragões o suficiente para aplacar os problemas políticos e fazer os nortenhos confiarem em um Targaryen?

         Nessa reta final é possível perceber vários caminhos se cruzando. Personagens que passavam temporadas em espaços lugares distintos agora estão no mesmo lugar e lutando pela mesma razão. Isso é interessante porque acelera a trama mas, ao mesmo tempo, é possível ver como tem gente sobrando. A cena em que um servo tem que se reportar à John, Sansa e Daenerys é um exemplo de que há muitos reis para poucos reinos. Além de tudo isso, o rei da noite atravessou a muralha e está pronto para dominar os sete reinos.

         Eu sempre gostei mais da parte política de Game Of Thrones do que desses conflitos apocalípticos envolvendo o Rei da Noite e os Caminhantes Brancos. Logo, não é de se estranhar que eu gostei muito mais das cenas desse episódio que envolviam o “o jogo dos tronos” do que dos preparativos de batalha. Esse episódio especificamente teve várias cenas de fanservice que devem ter feito muitos fãs pirarem – não vou dar spoiler, mas o nivel de empolgação deve ter ido as alturas, isso é certo. Mesmo assim, gostei muito mais das cenas da Cersei em Porto Real ou daquelas em que Lorde Varys e Tyrion tratam do futuro dos sete reino após a batalha contra o rei da noite. Apenas uma preferência pessoal – felizmente Game Of Thrones tem conteúdo para agradar a todos os públicos.

         O principal conflito, é claro, é a batalha final que aguarda os protagonistas. Mas, ao mesmo tempo, a série não pode se sustentar em torno de uma simples batalha contra o mortos-vivos, por isso novos conflitos surgem entre os personagens. Alguns são bem plausíveis, como a desconfiança dos nortenhos com relação a rainha Targaryen, já outros são um pouco de clichê. Por que será que duas mulheres bonitas e bem sucedidas não podem ser amigas?

         No geral esse episódio foi mais introdutório e preparatório do que qualquer outra coisa. É como se as peças estivessem sendo colocadas no tabuleiro, de forma que nos acostumemos a como as coisas acontecerão nessa temporada. Felizmente, não há aqui aquela sensação de afobamento que havia nos episódios da sétima temporada, quando tudo parecia ter que acontecer a toque de caixa para que desse tempo de concluir a série. A julgar por esse primeiro episódio, as coisas estão acontecendo de maneira muito mais natural nessa temporada – até mesmo a revelação sobre a identidade de John ocorreu em um momento adequado. Outro momento que os fãs aguardavam a bastante tempo também ocorreu nesse episódio: O reencontro entre John e Arya.

John, Arya e Needle

         Antevejo alguns momentos problemáticos nessa temporada, o principal deles envolvendo o argumento que os autores utilizaram nesse primeiro episódio para resolver a situação do trono de ferro. Apesar disso, esse primeiro episódio teve um saldo positivo, ainda que não tenha havido lá muitos momentos decisivos.

         Pode até não ser o episódio mais cheio de ação ou reviravoltas  da série mas, ao menos, tem o andamento e o desenvolvimento esperados de um episódio de Game Of Thrones, ao contrário daquela bobagem que foi a sétima temporada.  A ver se continuaremos assim.

Nota 3/5